Quando indicar a biópsia do linfonodo sentinela?

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A biópsia do linfonodo sentinela é um procedimento cirúrgico realizado com a intenção de estadiar corretamente a cadeia linfonodal.

Todos sabemos que o melanoma cutâneo pode se disseminar para qualquer parte do organismo e essa disseminação  pode ser pela via linfática e/ou pela via hematogênica.

Quando a via hematogênica é invadida, o melanoma pode se desenvolver em outro órgão distante, como o pulmão, fígado, osso, cérebro ou qualquer outro órgão.

Para esse diagnóstico, dispomos de exames de imagem como a ressonância magnética, tomografia computadorizada, ultrassonografia, radiografia, PET-CT scan e alguns outros.

Exame mais eficiente

Porém, para o correto estadiamento da estação nodal, o melhor exame, com acurácia de 99% é a biópsia do linfonodo sentinela (BLS).  Introduzida inicialmente em 1992 por Donald Morton para o estadiamento do melanoma, a BLS é utilizada no mundo todo.

A biópsia do linfonodo sentinela é um procedimento cirúrgico de baixa morbidade que identifica o linfonodo regional com maior potencial de ter sido acometido pela metástase linfonodal, caso ela tenha ocorrido.

Vale lembrar que no passado os pacientes portadores de melanoma eram tratados com ressecção da lesão primária seguida de linfadenectomia regional ou faziam apenas a ressecção, deixando para fazer a linfadenectomia caso surgisse a metástase na cadeia linfonodal.

Com essa conduta, os pacientes sofriam com as volumosas massas que podem comprimir vasos e nervos, além de ulcerar, sangrar e causar dor local.  Nesses casos, a taxa de recidiva regional varia de 15-50% e a metástase à distância era de 50%.

Por outro lado, tentando minimizar essas complicações, alguns pacientes eram tratados com a linfadenectomia eletiva, ou seja, a ressecção de todos os linfonodos regionais no mesmo momento da ressecção do tumor primário.

Acontece que apenas 20% dos pacientes apresentam metástase linfonodal, os outros 80% que eram submetidos a tal procedimento ficavam com a morbidade do tratamento sem benefício algum.

Foi aí que surgiu a necessidade de um método que selecionasse corretamente o paciente que iria se beneficiar da linfadenectomia, que passaria a ser terapêutica.  A partir de então, surgiu a biópsia do linfonodo sentinela para os pacientes com melanoma cutâneo.

Indicação da biópsia do linfonodo sentinela

A indicação da biópsia do linfonodo sentinela não é para todos os pacientes com melanoma cutâneo. Ela é indicada para os pacientes que, após a biópsia da lesão primária, apresente os fatores preditivos de metástase linfonodal.

Indicamos a biópsia do linfonodo sentinela para os pacientes com diagnóstico de melanoma cutâneo que apresentem espessura tumoral > 1,0 mm ou naqueles em que o tumor tem espessura entre 0,75 e 1,00 e apresentem ulceração, mitose ou Clark IV/V.

Existem outras indicações que devem ser discutidas com o paciente como no caso de recidiva tumoral, biópsia com comprometimento do limite profundo, e nos tumores melanocíticos com potencial maligno incerto.