O número de casos de melanoma está aumentando?

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O número de casos de melanoma está aumentando?

Foi observado um aumento das taxas de incidência do melanoma cutâneo em populações brancas de todas as partes do mundo nas últimas quatro décadas.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a taxa de incidência foi estimada em 6 casos por 100.000 habitantes no início dos anos setenta, e em 18 casos por 100.000 habitantes em 2000, mostrando um aumento de três vezes nos índices de ocorrência no período.

Já na Europa Central, a taxa de incidência do melanoma também sofreu um aumento no mesmo período, passando de 3 a 4 casos por 100.0000 habitantes para 10 a 15 casos por 100.000 habitantes, anualmente, crescimento similar ao observado nos Estados Unidos.

Estudos indicam tendência de crescimento para os próximos anos

Os estudos de coorte de vários países indicam em suas projeções que a tendência no aumento das taxas de incidência continuará a ocorrer, pelo menos nas próximas duas décadas. Na Austrália e na Nova Zelândia, por exemplo, o crescimento no número de pessoas com melanoma alcançou elevada magnitude, com taxa anuais de 40 a 60 casos por 100.000 habitantes.

No Brasil, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer José Gomes de Alencar (INCA) para o ano de 2014, era esperada a ocorrência de 5890 casos novos de melanoma cutâneo, com uma incidência de 3,03 casos/100.000 homens e 2,2 casos/100.000 mulheres sendo as maiores estimativas de incidência observadas nas regiões sudeste e sul, onde existe uma maior proporção de pessoas de origem étnica branca caucasiana.

As evidências recentes sugerem que os aumentos observados nas taxas de incidência não foram seguidos por uma tendência de incremento nas taxas de mortalidade, que teriam permanecido relativamente estáveis desde a década de 1980. A divergência entre a incidência e a mortalidade provavelmente reflete um aumento na sobrevida devido ao diagnóstico de melanomas finos em uma fase potencialmente curável. Essa situação foi observada nos países da Europa Central, EUA e Austrália durante as últimas décadas.

Diferenças significativas também existem na incidência e mortalidade do melanoma entre homens e mulheres. Na maioria das populações caucasianas, a taxa de incidência do melanoma é maior entre as mulheres do que nos homens, mas nas últimas três gerações a taxa de incidência se tornou significativamente maior para os homens.

As mulheres frequentemente apresentam um diagnóstico mais precoce e uma sobrevida maior em comparação aos homens. Consequentemente, a mortalidade do melanoma diminuiu em áreas com incidência moderada e elevada.