Fatores de risco e prevenção do melanoma

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Fatores de risco e prevenção do melanoma

Como todos sabem, a exposição à radiação ultravioleta é o principal fator responsável pelo desenvolvimento do melanoma. A luz ultravioleta C é geralmente absorvida pela camada de ozônio e a radiação UVB (290-320nm) é associada com queimadura solar e indução da produção de melanina.

Existem vários dados que suportam esse papel na etiologia do melanoma, como também há algumas evidências implicando a radiação UVA (320-400nm), embora esse tipo de radiação esteja mais associado a danos crônicos relacionados à exposição solar.

O papel da intensidade da luz solar e a frequência são discutíveis, mas tanto a exposição crônica quanto a exposição intermitente podem ser relevantes. Outro fator que pode aumentar o risco do melanoma é a predisposição genética.

O fator genético explica a minoria do melanoma (5-10%). As mutações associadas com risco de surgimento do melanoma incluem a inativação de duas vias críticas do gene supressor de tumor – aquelas mediadas através do p16/CDK4 e CDK6/, gene do retinoblastoma, e aquela mediada através do p14 e p53.

Mutações do CDKN2a têm sido também identificadas em 25% a 50% das famílias estudadas de melanoma. Outros fatores de risco incluem a síndrome do nevo displásico, e o surgimento de outros cânceres cutâneos associados com exposição solar e história familiar de melanoma. A doença genética xeroderma pigmentoso também é associada a um maior risco de surgimento do melanoma, mas é bastante incomum. O status socioeconômico elevado também é um fator que está associado a um maior risco de desenvolvimento da doença.

Outros fatores de risco para o surgimento do melanoma

Radiação terapêutica – As doses de radiação superiores a 15Gy para o tratamento oncológico de crianças têm influenciado o aumento do risco de desenvolvimento do melanoma maligno.

Gravidez e uso de estrogênio – Um grande subgrupo de pacientes com melanoma são as mulheres em idade fértil. Múltiplos e grandes estudos têm mostrado que não há nenhuma evidência de melhor ou pior impacto do melanoma antes, durante ou depois da gravidez. Similarmente, não há clara relevância prognóstica relacionando os anticoncepcionais ou a reposição hormonal com o aparecimento do melanoma. Sobre o manejo das pacientes grávidas com melanoma, ele deve ser igual ao de qualquer outro paciente. O tempo da abordagem maior pode ser relacionada com o período da gestação, evitando expor o feto à radiação. Contudo, a ressecção da lesão sob anestesia local deve ser feita prontamente.

Prevenção e screening

O melanoma avançado tem pior prognóstico. Contudo, o melanoma diagnosticado na fase de crescimento radial tem um excelente prognóstico. Deste modo, a prevenção e o diagnóstico precoce podem produzir um grande impacto na redução da morbidade e mortalidade do melanoma.

Sobre a proteção solar como fator de prevenção, não há provas formais de que os protetores previnem o melanoma. Até porque, existem algumas limitações inerentes ao uso do protetor solar, como seu uso no couro cabeludo. É seguro dizer que a principal e melhor proteção contra o surgimento do melanoma é não se expor ao sol, a segunda melhor é a proteção utilizando roupas e a terceira melhor é usando protetor solar.

Com isso, os pacientes devem ser sempre avisados de que é importante pensar nas três formas de proteção: evitar o sol das 11h às 15h, usar roupas adequadas e chapéus que protegem o couro cabeludo.