Estadiamento e tratamento cirúrgico do melanoma cutâneo

Home / biópsia do linfonodo sentinela / Estadiamento e tratamento cirúrgico do melanoma cutâneo
Estadiamento e tratamento cirúrgico do melanoma cutâneo

O melanoma cutâneo é um dos tumores mais imprevisíveis, e a variação no seu prognóstico é resultado de muitas variáveis. Na última edição (7ª edição) do American Joint Comittee on Cancer (AJCC) foram identificados os principais fatores prognósticos independentes nos pacientes com melanoma cutâneo com doença localizada (estágio I-II): a espessura de Breslow (em mm), a presença de ulceração e o índice mitótico (número de mitoses por mm²).

O comitê americano também propõe o sistema de estadiamento TNM do melanoma cutâneo baseado nas características da lesão primária (T), da estação nodal (N) e da presença de metástase à distância (M).

Já os critérios utilizados para classificar o comprometimento linfonodal são o número de linfonodos afetados, a carga tumoral e a presença de ulceração na lesão primária e na classificação da doença metastática. A localização da metástase e o nível de LDH no sangue são utilizados para a classificação.

Tipos de tratamento do melanoma cutâneo

Com relação ao tipo de tratamento mais indicado ao paciente com melanoma, esse irá depender do estágio da doença e do estado de saúde do paciente ao diagnóstico. Nos estágios iniciais, o tratamento geralmente requer apenas a remoção da lesão com margens de segurança, definidas de acordo com a espessura da lesão.

O princípio da margem de segurança deve levar em consideração três fatores: a margem oncológica, a estética e a funcionalidade. A margem pode variar de 0,5 cm para o melanoma “in situ” e até 2,0 cm para os melanomas mais espessos.

A cirurgia também é utilizada no estadiamento do melanoma através da utilização da biópsia do linfonodo sentinela (BLS), exame realizado no mesmo momento em que se dá a margem de segurança. A BLS tem como objetivo principal identificar e biopsiar o primeiro ou primeiros linfonodos que, teoricamente, seriam os pioneiros a receber as células metastáticas oriundas da lesão primária.

Nos casos em que o melanoma evolui com metástase regional, com comprometimento dos linfonodos regionais (estágio III), a cirurgia é indicada para a retirada de todos os linfonodos regionais através da linfadenectomia. Em casos selecionados, a cirurgia pode ser utilizada no tratamento de pacientes com metástase à distância (estágio IV), podendo ser realizada com intenção curativa, mesmo que, na maioria das vezes, o intuito seja paliativo.