A biópsia do linfonodo sentinela aumenta a sobrevida dos pacientes com melanoma cutâneo?

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A biópsia do linfonodo sentinela aumenta a sobrevida dos pacientes com melanoma cutâneo?

Essa é uma das dúvidas que chegam até o meu consultório. Primeiro, é preciso esclarecer que a introdução da biópsia do linfonodo sentinela no manejo cirúrgico do melanoma foi realizada com o objetivo inicial de identificar os pacientes que iriam se beneficiar da linfadenectomia.

Com o surgimento dessa técnica e o sucesso no mundo todo, outros benefícios do método foram testados, entre eles o valor terapêutico determinado pela avaliação do ganho de sobrevida.

Estudos e conclusões iniciais sobre a técnica

É importante frisar que alguns estudos foram realizados e outros ainda estão em andamento, mas já temos conclusões iniciais sobre o método: a biópsia do linfonodo sentinela não oferece ganho na sobrevida global, mas oferece ganho de sobrevida livre de doença em um determinado subgrupo.

Relação entre óbito e metástases

Vale ressaltar que o óbito está relacionado com as metástases hematogênicas, e não com a metástase linfonodal. A morte do paciente com melanoma acontece quando a metástase atinge o cérebro, pulmão, fígado, trato gastrointestinal e outros sítios de implantes metastáticos.

Indicação para a biópsia do linfonodo sentinela

Como o óbito do paciente não está associado com a metástase linfonodal, não considero e nem indico a biópsia do linfonodo pensando em obter ganho de sobrevida. Indico sim, para estadiar corretamente o paciente, identificar aquele que irá se beneficiar da linfadenectomia, indicar tratamento adjuvante com interferon (como nos casos com micrometástase e ulceração da lesão primária), para orientar na solicitação de exames de imagens e até para tranquilizar os pacientes nos quais o linfonodo sentinela foi negativo.

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